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Notas sobre Conscientização do Autismo.

  • 2 de abr. de 2021
  • 2 min de leitura


Autismo não é doença, mas sim um Transtorno do neurodesenvolvimento que interfere na maneira que a pessoa vai se relacionar com o mundo. O autista se desenvolve, sim. Porém, o caminho deste desenvolvimento é distinto de uma pessoa neurotípica. Autismo é espectro, ou seja: amplo, diverso e vai além da marcação de ausência ou presença de sintomas.


Nenhum autista é igual ao outro em personalidade e na forma de lidar com as características do transtorno (é isso que implica um espectro). Pessoas são além de seus diagnósticos.


Não existe "sair do espectro". Um autista não deixa de ser autista. E isso não deve ser foco de um tratamento. Tratamento não é "moldar uma pessoa autista a ser mais neurotípica", mas sim acolher a neurodiversidade e o como essa pessoa encara suas dificuldades, seus potencias, suas limitações e quais os ajustamentos possíveis a mesma pode buscar para atender suas necessidades.


Autistas não vivem fora da realidade. A forma de ser atravessado pelo mundo pode até ser diferente (quem experimenta o mundo igual a quem, não é mesmo?), mas é o mesmo campo vivencial ao qual estamos inseridos. A falta de inclusão atitudinal, aquela que molda campo social para entender e receber a neurodiversidade, pode atrapalhar o entendimento da forma pela qual esse sujeito compartilha as mesmas experiências de mundo que nós.


Autistas têm empatia! As suas formas de experimentar e expressar a as emoções nem sempre são bem compreendidas pelos neurotípicos, mas isso não significa que eles não sejam capaz de contactar as emoções. Não é porque alguém sente diferente de você que ela "não sente".


Autistas não orais (os que não usam da fala como expressão) podem ainda se comunicar e interagir de formas alternativas e existem aplicativos que podem auxiliar nessa comunicação: "Comunico (para IOS)", "Let me talk", "Inclusive (Todos)" e "Abord" (estão disponíveis no sistema Android). Sem contar aplicativos que reproduzem em áudio textos escritos e fichas físicas de suporte de comunicação.


Autismo não é adjetivo. Ninguém é "um pouco autista".


Um diagnóstico de autismo acompanha direitos legais específicos em diversas situações.


Autistas podem casar, trabalhar, desenvolver grandes projetos, ter filhos, ou não. E tá tudo bem. Nenhum é mais ou menos autista que o outro. Existem pessoas com diferentes níveis de habilidades e comprometimentos.


E por fim: AUTISMO NÃO TEM CARA! Por favor, não vamos usar: "mas nem parece autista" Isso não existe e não é um elogio.


Isso não é uma crítica a ninguém que reproduza ou já tenha reproduzido falas que envolvam esses tópicos. É um pequeno material de suporte para que deixemos de reproduzir alguns capacitismos que somos ensinados e para que estimule as pessoas a buscarem estudar e conhecer mais sobre o tema.

 
 
 

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