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Corpo e Consciência

  • 8 de ago. de 2018
  • 2 min de leitura

Nosso corpo fala conosco constantemente. Um bocejar avisando sobre o sono, um roncar de estômago acusando fome, um calor nas bochechas ao receber um elogio, um bater mais forte de coração ao se sentir ameaçado e até mesmo uma doença que nos acomete. 24h por dia nosso corpo nos envia mensagens e se comunica conosco.

Você sabe escutar/ver o que seu corpo quer te mostrar?

Nosso corpo carrega em si memórias emocionais, que ficam entranhadas em nossos músculos e órgãos. Tudo que vivemos, desde pequeninos, fica registrado em nosso corpo das mais diversas formas.

Tudo que nosso organismo realiza é uma tentativa de manter um funcionamento equilibrado e pleno. Ele busca constantemente atingir suas necessidades frente a tudo que se apresenta. Seja como for, ele está sempre tentando se ajustar e nos mostrar o que precisa receber.

Quando adoecemos, por exemplo, temos um desajuste na autorregulação das nossas percepções de necessidades. É uma tentativa, desatualizada, de manutenção de um status quo de funcionamento.

Quando a consciência de uma pessoa se desequilibra, essa desordem se torna “revelada/clara” na forma de um sintoma corporal. Estar doente é representado em nós como um conjunto de sintomas, porém não é correto afirmar que o sintoma é a doença. E nem sequer que é o corpo que adoece. Não somos entidades separadas: corpo - uma coisa, mente - outra coisa, pessoa - mais uma coisa. Não, isso não existe! Não é um corpo ou uma mente que adoecem, só uma pessoa inteira pode adoecer. Por tanto, um sintoma carrega em si a importância de dizer para nós que, em algum momento da jornada, perdemos a consciência da nossa necessidade. E que precisamos, então, voltar a olhar para o que precisamos.

Claro que o corpo não dá sinais só com a doença. Não é preciso algo devastador, ou um grande sintoma como mensagem. Na verdade essa é a leitura “mais fácil”. Nosso corpo traz sinais de nosso funcionamento em pequenas doses, todos os dias. Porém, não somos ensinados a olhar para o corpo, senti-lo como parte integrada de nós. E por isso, conectar mente e corpo anda sendo um dos desafios maiores que encontramos na sociedade.

Em terapia o (re)encontro da mente com o corpo tornando-se pessoa é primordial. E é um caminho muito rico.

Trabalhar corporalmente em terapia ajuda a res-sensibilizarmos nosso organismo para adotar respostas atuais e funcionais para seu funcionamento e liberar memórias estagnadas.

Que tal tornar-se presente em si? Que tal começar a funcionar em sua plenitude?

Dê consciência ao seu corpo.

Arte: Ibou Gueye

 
 
 

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