Ansiedade: estagnação da excitação na relação entre o agora e o futuro.
- 21 de mar. de 2018
- 2 min de leitura

Quando estamos incertos de que papel devemos desempenhar frente a qualquer situação, estagnamos nossa excitação vital, nossa energia de criatividade que nos move e ajusta na vida. Se não pudermos transformar nossa energia criativa (por energia criativa leia-se: o ajustamento de contato consciente e intencional de uma pessoa com seu ambiente. Orientando-se frente a desejos e/ou exigências do meio) em atividades, sentimentos, ações, encontramos um estado disfuncional de ansiedade. A ansiedade disfuncional é, portanto, toda essa energia que ficará contida frente as nossas expectativas.
Aaaah, as expectativas… essas são as maiores aliadas da ansiedade! Elas estão sempre nos tirando do contato com o nosso agora e nos jogando lá para um futuro que ainda nem existe!
Mas, se não estamos nem no presente e nem no futuro, como vamos poder direcionar nossa energia de ação para poder corresponder com todas as expectativas que criamos?
A resposta é: não vamos!
Só existe possibilidade de ação no presente.
“Poxa, Juliana, mas eu tento tanto mobilizar minhas ações, faço mil coisas, mas a ansiedade não vai embora porque essas coisas nunca dão certo!”
Talvez seja porque, quando estamos na ansiedade disfuncional, esse “vácuo” entre futuro e presente costuma ser preenchido por repetições de comportamentos já conhecidos, que tendem a estar desatualizados para a nova situação vivida. E quando entramos numa repetição de “mesmices” é porque não estamos em contato com o presente, com a nossa real necessidade.
Sei que não parece fácil sair desse movimento. E tampouco podem chamar isso de “frescura” como, infelizmente, alguns fazem. Interromper essa maneira de funcionamento exige uma reestruturação de olhar para nós mesmos e para nossa forma de desejar e até de se pôr no mundo. Será preciso tomar consciência de si.
Por isso, muitas vezes é preciso pedir ajuda. E não há nada de mal nisso. Todos merecem achar a si mesmos.
















Comentários